Afinal, quem analisa Big Data?

Afinal, quem analisa Big Data?

Diariamente somos bombardeados por termos em TI e por discursos de venda relacionados a otimização e agilidade em decisões tomadas. Empresas precisam focar esforços no poder do Big Data para obter a agilidade almejada. Mas, o que muda no mercado de TI com a entrada de ferramentas computacionais cada vez mais capazes de analisar grandes volumes de dados em menos tempo? O objetivo do post dessa semana é apresentar resultados de uma pesquisa feita pela The Economist relacionada ao impacto da utilização do Big Data em empresas e divulgar alguns casos os quais a TWIST já teve contato com análise de grande quantidade de dados utilizando também, inteligência computacional.

Big Data em números

Uma pesquisa divulgada pela The Economist entrevistou em Fevereiro de 2012 607 executivos que ocupam posições de destaque (como presidentes e diretores executivos) em empresas instaladas em 4 continentes: Europa, América do Norte, América Latina e Ásia. Os resultados da pesquisa completa podem ser acessados através de um link que eu disponibilizei no final desse post.

Os resultados obtidos confirmam que cada vez mais decisões de mercado serão tomadas baseadas em análises de grandes volumes de dados. Atualmente, cerca de 58% dos executivos entrevistados já fazem uso do Big Data como ferramenta de análise durante o processo de decisões, e 26% confirmam benefícios obtidos. Em 3 anos, 41% dos entrevistados acreditam que a performance em análises desse teor irá melhorar. Esses números apenas confirmam que o Big Data é relativamente novo, mas apresenta boas expectativas. Empresas já investem 29% de seu tempo em processos de tomada de decisão, independente das ferramentas utilizadas.

Mas, algumas dificuldades também foram levantadas durante a pesquisa. As principais barreiras citadas pelos executivos entrevistados gira em torno de poder computacional para processar grandes quantidades de informação em curto tempo, falta de estrutura nos dados a serem analisados e desconfiança em manter em sigilo informações de teor confidencial.

O professor Alex Pentland, diretor do laboratório de dinâmicas humanas no MIT, ressalta ainda que a introdução do Big Data como ferramenta de análise está alterando o processo de análise de dados no mundo dos negócios. Ao invés de se levantar hipóteses sobre determinados temas, pessoas mineram grandes volumes de dados a fim de descobrir qual é o assunto que os impulsiona. Se o assunto gira em torno de novas oportunidades ou está relacionado com o negócio da empresa em questão, então decisões em torno de como lidar com a nova informação são tomadas.

A obtenção de respostas em tempo real pode ser proporcionada pela evolução de poder computacional e sistemas de inteligência artificial. Apesar do alto investimento a ser realizado para implantação do Big Data no processo de tomada de decisão, os números expostos pela pesquisa são atrativos.

E o que o Big Data tem a ver com a TWIST?

Tudo! Você já deve saber que a TWIST trabalha com soluções em parceria com o CERN (você pode conferir posts anteriores aqui ou aqui. Tomando-o como exemplo, se todos os dados adquiridos por apenas um dos experimentos fossem salvos, estima-se que seriam necessários cerca de 100,000 CDs por segundo! Isso criaria uma pilha de quase 138 metros de altura a cada segundo que passasse, o que atingiria a lua em um percurso de ida e volta duas vezes em um ano. Ou seja, insâno, não é mesmo? Se não é insâno é no mínimo inviável, certo? Esse experimento em questão, na verdade, só armazena uma fraçao desses dados que equivale a aproximadamente 27 CDs por minuto. Mas como? Bem, existem algoritmos que identificam dados que possam estar relacionados com novas partículas físicas e, em frações de segundos, decidem quais informações podem ser descartadas, utilizando inteligência computacional (identificação de padrões).

A TWIST faz uso de inteligência computacional para processar um volume razoavelmente grande de dados de pacientes com tuberculose, a fim de agilizar o diagnóstico de novos pacientes, baseando-se apenas em sintomas apresentados. Reparem que o objetivo dessa análise em Big Data utilizando inteligência computacional não é substituir o médico, mas sim, auxiliá-lo no diagnóstico da doença, que sem essa ferramenta pode comprometer a recuperação do paciente.

E no Brasil? A sua empresa ou a empresa em que você trabalha já faz uso de análise Big Data?

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Resultados da pesquisa The Economist

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Comentários

  1. Amanda

    Amanda ligado 18/03/2013 10:16

    Sem dúvidas a demanda por análise de grandes quantidade de dados é uma tendência. Por exemplo, no setor de energia elétrica, a implantação das smarts grids e a geração distribuída vão requisitar que as distribuidoras de energia sejam capazes de trabalhar com grande volume de dados de geração e consumo de energia para manter o equilíbrio do sistema. Análise de dados em tempo real, previsão de comportamentos de geração e consumo serão fundamentais no contexto de smart grids. Este é só mais um exemplo de como big data pode ser útil!

  2. Andressa Sivolella

    Andressa Sivolella ligado 18/03/2013 12:51

    Oi Amanda, obrigada pelo seu comentário! O exemplo exposto é bem contextualizado. Existem outras áreas em que o Big Data está forte, como por exemplo, análises em mídias sociais, o qual o exemplo mais recente foi a última campanha presidencial nos EUA.

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